Atualidades e desatualidades

Há quase um mês a mídia está cobrindo (in)cansavelmente o caso Isabella Nardoni. Passeando neste domingo por blogs, páginas de notícias, e zapeando canais de TV, percebi que o caso Nardoni continua no auge.
Relembrando um passado, não tão distante assim. Lembrei do caso do menino João Hélio, lembra-se? Aquele arrastado por quarteirões no Rio de Janeiro, em fevereiro do ano passado. Pois é, a ética é realmente uma palavra sem sentido neste país de pessoas sem memória.
Injustiças e mais injustiças acontecem no dia-a-dia do povo brasileiro, e a imprensa insiste em deter-se em um ou outro caso. Pouco tempo depois, ninguém mais fala nada sobre casos assim (como no caso João Hélio).
A imprensa precisa repensar seu papel, sentir-se mais responsável pelo que noticia. Não estou culpando repórteres e jornalistas, mas sim a direção dessas empresas de comunicação que pensam acima de tudo no lucro. Claro, lucro não é “pecado”, mas vender a desgraça alheia também é demais. Porque só notícia ruim vende?

Entre tantas notícias ruins, outra história interessante, e no mínimo curiosa, é a do padre doido voador Adelir de Carli, 41 anos. O padre desapareceu no mar após tentar quebrar um recorde de permanência no ar… O caso seria cômico se não fosse trágico. As maluquices desse padre viraram chacotas na internet, além de se tornar inspiração para blogueiros criativos. Resolvi postar a imagem que recebi por email com o título: “Mais um brasileiro no seriado Lost”.
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Bienal do Livro de Minas

É até estranho, mas pouco se fala na imprensa mineira sobre a Bienal do Livro de Minas. Evento que vai ser realizado em BH nos dias 15 a 25 de Maio na Expominas.

Através das informações no site do evento parece que teremos um evento super bacana em Belo Horizonte. A Bienal vai contar com a presença de grandes nomes da literatura brasileira como Zuenir Ventura,Ziraldo entre outros.

O valor dos ingressos são R$6 inteira e R$3 meia entrada para estudantes e pessoas acima de 65 anos.

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Sugestão de curso

Olá!

Venho sugerir o curso promovido pelo Comunique-se em parceria com a 2 Comunicação e Marketing em Belo Horizonte no próximo final de semana.
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Acompanhe:
Curso: Cerimonial e Protocolo em Eventos Públicos e Privados
CidadeBelo Horizonte – MG
Datas e horários:: 26/4/2008 e 27/4/2008
:: Sábado, das 9h às 18h, e domingo, das 9h às 13h
O que é o Curso?
Neste curso os participantes terão acesso às regras de cerimonial e protocolo oficial, que no Brasil tem o seu embasamento legal no Decreto 70.274, de 9 março de 1972. Por meio de atividades simuladas, os alunos aprenderão o que deve ser preparado na organização de um evento, com especial atenção ao ordenamento de bandeiras, hinos e autoridades, cuja precedência também existe nos eventos empresariais.
Conteúdo programático
:: Noções básicas para se organizar qualquer tipo evento com participação ou não de autoridades
:: Preparação de nominatas, pauta, ordem de bandeiras e hinos e de autoridades à mesa
:: Quem discursa numa solenidade?
:: Quem vai para a mesa?
:: Quem precisa ter o nome citado?
:: Confirmação de presença e monitoramento de autoridades
:: Convidando autoridades
:: Ordens de precedência no mesmo poder
:: O trabalho do mestre-de-cerimônia
:: Gestão de eventos: contatos com fornecedores e clientes
Carga horária:: 16 horas-aula
Quem ministra
Ricardo CarliniAssessor de comunicação social e cerimonial do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais. Cerimonialista inscrito sob número 1565 no Comitê Nacional de Cerimonial Público (CNCP), mestre-de-cerimônias, diretor da Carlini Cerimonial, empresa prestadora de serviços na área de eventos, que tem como clientes os Ministérios do Esporte, Fazenda e Saúde, Governo de Minas, Sebrae, Copasa, Associação Comercial de Minas, Danone, PSDB, Instituto Unibanco, Vale do Rio Doce, entre outros. Na televisão, já atuou em diversas funções no SBT, Record e Globo. Atualmente, apresenta os programas Campo & Criação e Agronegócio na Rede Minas, e é colunista do jornal Hoje em Dia e do portal Telehistória.
Local
Faculdade São Camilo:: Av. Assis Chateaubriand, 218:: Floresta:: Belo Horizonte – MG
Outras informações acesse o site da Escola de Comunicação do Comunique-se aqui.
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Sugestão de Leitura

Sugiro a leitura do livro “Narcoditadura – O caso Tim Lopes, Crime organizado e jornalismo” do jornalista Percival de Souza.

O livro faz uma ampla abordagem sobre o caso do brutal assassinato do jornalista da TV Globo Tim Lopes. Apesar do caso ser chocante e bárbaro, o texto envolve totalmente o leitor.

Percebo no meio acadêmico (falo no caso dos estudantes de Jornalismo com quem convivo) o grande desinteresse dos “futuros jornalistas” por qualquer tipo de leitura. Querem escrever, falar no rádio ou TV (na Globo de preferência – não vejo mal algum nisso), mas não querem ler.

Ainda acredita na frase de Monteiro Lobato “Uma nação se faz com homens e com livros”.

Vale a pena!

[Mais impressionada fico quando digo nomes do naipe de Ricardo Kotscho, Luis Nassif, Zuenir Ventura, Hélio Campos Melo, Miriam Leitão, Lúcia Hipólito, Heródoto Barbeiro, Carlos Alberto Sardenberg (entre milhares de outros), e me dizem: ‘acho que já ouvi falar’. Você ri??? Eu tenho vontade de chorar, esses são os futuros jornalistas deste país – Meu Deus onde iremos parar?]

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Uma dica de “ouro”

Não poderia deixar de citar a nova coluna do grande jornalista Ricardo Kotscho. A página está no portal do IG/Último Segundo desde o dia 11/04/2008 (Kotscho continua com seu trabalho na Revista Brasileiros).
Para felicidade geral de seus leitores, e confesso, para minha felicidade particular.
Não escondo de ninguém que sou fã incondicional do Kotscho e de seus deliciosos textos.
Aproveite, visite a Coluna do Kotscho!
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3º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo

Congresso da Abraji terá participação do redator-chefe de investigação do jornal El País

O redator-chefe de investigação do jornal El País participará do 3º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo. José María Irujo falará do terrorismo da Al-Qaeda e dos atentados de 11 de março em Madri.

A investigação sobre os atos terroristas que mataram 192 pessoas na capital espanhola também serviu de tema para o livro de Irujo “El Agujero”.

O jornalista espanhol fará ainda um panorama do jornalismo investigativo em seu país e contará os bastidores de como desvendou o caso Roldán, um dos principais escândalos de corrupção da Espanha, que levou à prisão o ex-diretor geral da Guarda Civil, o maior corpo de segurança de Estado daquele país, e provocou uma grave crise política. Esse assunto será abordado no seminário jornalismo investigativo no mundo.

Com início previsto para as 18h15 do dia 9 de maio (sexta-feira), a palestra será aberta a todos os participantes do congresso. O seminário contará também com exposições de Américo Martins, editor-executivo do Serviço Mundial da BBC de Londres; Lise Olsen, repórter do Houston Chronicle e diretora do IRE (Investigative Reporters and Editors); e Rosental Calmon Alves, diretor do Knight Center for Journalism in the Americas.

O congresso da Abraji terá ainda seminários sobre defesa profissional, eleições e administração pública, fundamentos da reportagem, cobertura policial e muitos outros temas. Serão mais de 50 palestras e workshops. Haverá também uma série de treinamentos de RAC (Reportagem com Auxílio do Computador).

Faça logo sua inscrição e garanta vaga nas apresentações de seu maior interesse. Quem participa do congresso se torna sócio da Abraji por um ano.

Organizado pela Abraji e pelo UNI-BH (www.unibh.br), o 3º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo será realizado entre os dias 8 e 10 de maio em Belo Horizonte e conta com o apoio dos jornais Estado de Minas e Correio Braziliense, do Knight Center for Journalism in the Americas, da BBC, do Centro Cultural da Espanha, do Instituto Ayrton Senna e da Fundação Avina. Programação completa e inscrições: http://abraji.org.br/?id=100
Taxas de inscrição: Profissional não-sócio R$ 200,00 Profissional sócio R$ 80,00
Estudante não-sócio R$ 110,00 Estudante sócio R$ 40,00

O congresso será realizado nos seguintes locais e datas:08/ 05 – Abertura no teatro Ney Soares do UNI-BH, às 19h30 (rua Diamantina, 463 – Lagoinha – BH) 09/05 – Seminários e cursos no campus Diamantina do UNI-BH, das 9h às 20h (rua Diamantina, 567, Lagoinha – BH) 10/05 – Seminários e cursos no campus Diamantina do UNI-BH, das 9h às 17h30 (rua Diamantina, 567, Lagoinha – BH)

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Até quando vamos nos calar?

Estou cansado do caso Isabella. Este homicídio virou a piada do país. Podem criticar que estou sendo frio pela morte de uma criança. Contudo, também senti horror pela tragédia, apesar da impaciência. Não gostaria de saber por nenhum veículo de comunicação sobre o assassinato de ninguém que, infelizmente, é o crime que mais acontece de norte a sul. A história desta menina mobilizou o Brasil pela busca de culpados. Interessante como a nação está unida para punir quem quer que seja o criminoso. Acredito que seja pela cobertura insistente da imprensa, que mostra cada capítulo da novela com novos enredos. No entanto, este episódio virou mesmo um reality show.
O que mais espanta são a forma e as circunstâncias que tiraram a vida de Isabella. Mas o comportamento do brasileiro é mais assustador. Nesta história, quem matou, não deverá passar impune, mesmo que a lei julgue com as brechas que ela possui. Um país armado de palavrões, faixas, discursos pede a cabeça de quem jogou o corpo lá de cima. No entanto, este mesmo povo sequer comenta nos bares a prisão de prefeitos em Minas Gerais que desviaram recursos públicos, que seriam usados na saúde. Questiona-se: quantas Isabellas não morreram nas filas do INSS? Quantas crianças não faleceram devido à falta de atendimento em suspeitas de dengue? Quantas bocas deixaram de ser alimentadas nas escolas?
Indignação seria o sentimento mais plausível para se ter neste momento. Porém, eu tenho é nojo de tamanha podridão frente os demagogos que pedem cadeia para um assassino da classe média, mas que cruza os braços diante da “cachorrada” que estes governantes fazem nesta falsa democracia. Ninguém abre a boca. A turma do prédio não se une em coro para gritar: “ladrões, bandidos, corruptos, queremos que fiquem na cadeia, seus animais”, quando um mensaleiro passa em seu carro blindado pelas ruas. E a mídia? Noticia a super operação da Polícia Federal, mas não coloca um repórter em cada porta para acompanhar o caso e investigar todas as testemunhas insistentemente. Provavelmente, o roteiro policial ao estilo de Ágatha Cristie dá mais audiência e vende mais jornal. Por isso, afirmo que todos os brasileiros são corruptos.
Ser corrupto é da natureza humana, um hábito recorrente que se faz sem perceber. Estranho? Não. Todos nós, sempre com o famoso “jeitinho” para ajeitar as coisas, não percebemos que de algum modo somos corruptos com os outros. Podemos não estar fazendo algo errado, mas corrompemos a sociedade quando ficamos acomodados em não tomar uma atitude honrosa para mudar determinadas situações que estão prejudicando ou lesando alguém. Prezado leitor, você pediu cadeia para quem desviou verba daqueles hospitais que não conseguiram atender os pacientes que dormiram na porta para pegar a senha da consulta? Aliás, você gritou “ladrão” para o governante que pegou o avião e viajou com a família para o exterior com o dinheiro do seu imposto?
Somos reflexos de quem nos dirige. E o convido para pensar: pimenta nos olhos dos outros não é problema meu. Deve ser do governo! Mas o governo quem faz e elegeu fui eu. Só espero que as outras Isabellas também sejam lembradas, após este triste episódio.

Juliano Azevedo
Cidadão brasileiro, que é um jornalista envergonhado por integrar esta mídia marrom

(Este texto foi escrito por meu amigo Juliano, assino embaixo)

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Pensamento do Dia

“A grandeza de uma obra de arte está fundamentalmente no seu caráter ambíguo, que deixa ao espectador decidir sobre o seu significado”
(Theodor Adorno)
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Sem palavras

Até quando vai perdurar a hipocresia entre o ser humano?

Depois de “ativar” este blog, recebi inúmeros comentários… por incrível que pareça, por email ao invés de postarem aqui. Alguns deles, bem desanimadores, principalmente, de meus colegas estudantes de comunicação, dizendo que sou “doida” por “enfrentar” o SJPMG.

Ouvi comentários do tipo: “você é louca”, “não faça isso”. Meu Deus, parece até que o mundo vai acabar porque disse algumas verdades.
Sinceramente, a idéia não é o enfrentamento, mas sim, o estabelecimento de diálogo entre categorias diferentes da mesma classe (estudantes X jornalistas). A princípio, parecem gostar mais de ver o “circo pegando fogo”. Minha consciência está tranquila.

A causa nobre da comunicação é informar, e não desinformar. Ser diferente, e não qualquer um no meio da multidão. Respeito o SJPMG, mas até então, vejo que só poderei dialogar ali dentro no dia que pagar minha primeira contribuição sindical. Lastimável.

Mesmo assim, vamos em frente!

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