A logo da sua igreja consegue passar quem vocês são?

Já parou para pensar na importância da logo da sua igreja e ministério? Para alguns seria apenas um símbolo sem muita importância. Mas, na verdade, a logo representa a identidade da instituição/marca e passa uma mensagem. Será que a sua está passando a mensagem certa? Tenho viajado por todo o Brasil sempre observando as placas das igrejas de uma infinidade de denominações. Além é claro de pesquisar e acessar perfis das mais diferentes igrejas no meio digital. Algumas intrigantes e outras que nem é possível entender o que estão tentando informar. Existem igrejas muito modernas e com estruturas gigantescas e com logos que remetem à Idade Média. E outras com logos tão modernas e estilosas que passam uma imagem simples e direta, mesmo com uma estrutura física mínima.

Isso quer dizer que nem sempre a logo representa o que a igreja/ministério é. E este, meus amigos, deveria ser o primeiro ponto de atenção para quem está começando um trabalho de Comunicação com suas igrejas e ministérios. A identidade visual vai nortear o trabalho, o planejamento, as peças digitais e gráficas, as cores usadas nos materiais, placas de sinalização e até mesmo nos envelopes de dízimo. Muitas vezes não será possível mudá-la no primeiro momento, será um processo. E é possível construir um planejamento de ações considerando que daí um prazo a logo passará por uma transição. Costumo dizer que a Comunicação chega para organizar e ordenar as informações de maneira a torná-la mais simples, robusta e amplamente eficiente.

Reconhecemos muitas marcas por sua logo, cor ou imagem dentro de um anúncio, post, vídeo ou filme. Isso ocorre devido ao excelente trabalho de construção da marca. Podemos citar aí nomes como C da Coca-cola, a maça da Apple, a estrela de três pontas da Mercedes, a Nike, entre outras marcas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No meio cristão temos algumas marcas que também se destacam – trazendo alguns exemplos brasileiros – como a logo da Presbiteriana, que é a representação da sarça ardente e se parece com um árvore, a pomba na logo da Lagoinha, o D estilizado do Diante do Trono, a chama da ADVEC, entre outras. Por favor, deixe no espaço de comentários sobre outras logos referência para vocês. E se você quer fazer um exercício de logos boas e ruins, sugiro fazer uma busca no Google pelo termo “logos gospel”. Você vai se impressionar com a “variedade de informações”.

 

No processo de criação da logo estão envolvidos: nome, frase (slogan), tipografia, cores, elementos gráficos, e é óbvio, um briefing que direciona a mensagem que a instituição pretende passar com aquela identificação visual. A marca não é apenas a junção de um nome e um símbolo, mas, sim, o resultado de um estudo e construção que melhor representa uma marca/instituição. Este trabalho vai resultar na Identidade Visual. Ela vai nortear todos os seus projetos a partir de sua criação. É muito importante que as peças de divulgação tenham elementos permitindo uma rápida identificação, como nos exemplos acima. E é por isso que vim trazer 5 dicas básicas para você criar a logo de sua igreja ou mesmo reformular a logo que já existe, se for necessário!

  • 1) Briefing: converse com seu pastor e entenda como funciona a instituição. Monte um questionário com suas principais dúvidas sobre elementos, doutrina, visão, missão e os valores da igreja. Se já possuem uma logo, pergunte se ele está satisfeito com a atual, se está aberto a fazer um rebranding, que é exatamente, reformular e modernizar a marca, dentro de uma visão. Como exemplo, posso falar da minha própria logo. Ela foi desenvolvida em 2010, pelo designer Marcus Castro, da Agência Imaginar Design. Na época o conceito quis passar confiança e um elemento que unisse meu nome a elementos da área de Comunicação. O que resultou nas aspas que formam meu nome Elis Amâncio. A logo de 2010 tinha uma fonte serifada e trazia os subtítulos Jornalismo e Assessoria de Imprensa, minhas principais atividades naquela época. Em 2015, a agência GSW, hoje, One Wave, me propôs o rebranding da marca e eu amei o resultado. Teve totalmente a ver com o meu posicionamento como profissional digital. Fonte sem serifa, destacando me nome ao meu sobrenome e abaixo da logo mudamos o termo para Jornalismo e Comunicação Digital.
Logo Elis Amâncio, 2010. Agência Imaginar Design.
Logo reformulada – redesign, 2015. GSW.
  • 2) Símbolo: aquele elemento que representa visualmente a instituição. É importante na reunião com os pastores e líderes identificarem elementos que mais representem a igreja. Levante referências e inspirações para auxiliar o trabalho do designer. Mas, lembre-se, inspirar não é puramente copiar. Dê liberdade ao designer para desenvolver novos conceitos. Lembro de um conselho sábio que recebi do Samuel Mizrahy e 2010 quando construía minha logo. Eu queria porque queria colocar um sustenido (#) na minha logo. Queria algo como #elisamanco – mas, ele na época me alertou que a logo é feita para permanecer e construir uma identidade forte. E que nada poderia garantir que anos depois, o sustenido fizesse sentido ali, como fazia em 2010, no auge do Twitter. Que conselho! De fato, hoje, apesar de ainda usarmos hashtags, hoje, não faria tanto sentido para o meu trabalho ter um sustenido na logo. Faz muito mais sentido as aspas.
  • 3) Tipografia: ponto essencial, entender que tipo de fonte e estilo vai usar na construção da marca. A fonte usada na logo é como se fosse uma assinatura endossando a marca. Pense em questões como boa leitura, facilidade para ler quando se olha rapidamente. Lembra de Habacuque 2.2, que diz para escrever a visão em tábuas para que possa ler até quem passa correndo? Penso que é um dos principais conselhos para nós cristãos quando estamos construindo elementos para leitura. Teste a aplicação da logo pretendida não apenas no site e em um card (digital para redes sociais), mas também em um folder, na manga de uma camiseta, no envelope do dízimo, na placa de identificação da igreja.
  • 4) Cor: escolher a cor não pode ser algo que tenha a ver com moda (a cor do momento), mas, a identificação das cores com o tipo de mensagem da igreja/ministério. Você já ouviu falar sobre a Psicologia das Cores? Nada é por acaso. Dê uma olhada neste gráfico abaixo e o que as cores representam. Lembre que você consegue passar mensagens distintas, até mesmo combinando algumas destas cores:

    Infográfico original da Revista Exame. A psicologia das cores no marketing
  • 5) Slogan: Usar ou não um slogan abaixo da marca? Isso é opcional e vai ter mais a ver com a construção que fizerem. No meu caso, eu uso Jornalismo e Comunicação Digital abaixo da minha. Há igrejas que usam apenas o próprio nome e tudo bem. Gosto muito da ideia da imagem + nome da igreja e poder trabalhar estas variações a cada novo evento ou divulgação. Em algumas Lagoinhas que conheço, usam o termo: um lugar de novos começos. Isso vai do estilo da igreja e da liderança. Se não se sentem a vontade para isso, não faça.

Atualmente, estou trabalhando minha marca em parceira com a Agência Church Design. Eles fazem um trabalho lindo com igrejas e ministérios. Acessem o Instagram deles e conheça mais.

Tem alguma ideia ou dúvida sobre a logo da sua igreja? Envie para nós aqui nos comentários ou por e-mail no contato@elisamancio.com.br

Deus abençoe e até mais!

 

P.s.: Ao divulgar estas informações em nossa Lista de Transmissão no WhatsApp recebi a mensagem de uma irmã atualizando sobre as terminologias corretas que são: – logo, logotipo ou marca. O termo logomarca é incorreto. Para quem tem dúvidas sobre isso é só acessar aqui.